Série – 3 Porcento

Para assistir o episódio piloto no YouTube clique aqui

Série nacional de ficção cientifica que promete mudar muito a perspectiva que temos sobre nossa produção cultural como um todo: essa é minha visão sobre a série 3 Porcento. Claro que ainda é cedo para dizer algo assim, já que só conhecemos o episódio piloto da série e sua continuação ainda está em aberto, mas precisamos torcer, certo? A melhor maneira de apoiar esse projeto e honrar a cultura nacional é divulgando e espalhando esse único – e ótimo – episódio.

Em um futuro distópico conhecemos uma sociedade dividida em duas partes, uma muito próspera e outra submissa. Ambas são completamente isoladas e os habitantes do lado “ruim” têm a única chance de passarem para o que chamam de “o lado de lá” quando completam 20 anos, através de um duro processo de seleção. Detalhe: só 3% dos candidatos serão escolhidos, o resto precisa dar meia volta e sobreviver “do lado de cá”. Esse episódio introdutório nos mostra de modo geral como funciona a árdua seleção e a frieza das pessoas que a promovem.

Fica muito difícil não comparar a abordagem dessa série com muitas outras distopias, mas não esperem encontrar nela “mais do mesmo”. Toda a atmosfera cinza do episódio causa uma sensação estranha no espectador que está sempre esperando algo acontecer, nesse sentido a direção foi impecável, o desconforto permanece do começo ao fim. A abordagem do processo também é muito original, mostrando que o “lado de lá” quer medir não a força dos candidatos, mas sim sua inteligência e proeza para resolver desafios sob pressão. E que pressão!

Quando acabei de assistir fiquei muito animada e não pude deixar de lado minha curiosidade de saber mais sobre a série, por isso entrei em contato com uma das atrizes para ela contar um pouco mais sobre como foi essa experiencia. Essa foi minha maneira de me envolver com a série e entender um pouco mais sobre o que está por trás dela, confira algumas perguntas e respostas que trocamos durante essa conversa.

Rita Batata, atriz paulista de 26 anos. Já atuou em diversas peças de teatro, curtas e longas metragens. Para conhecer um pouco mais sobre seu trabalho é só dar uma olhada no seu site. Ela conta que a série foi filmada em 2009  durante 6 dias, em um lugar amplo, frio e nada acolhedor, o que ajudou muito no envolvimento geral na atmosfera da série.

Sassaricadas: A primeira coisa que chama atenção em 3% são os atores, jovens que conseguem lidar com a situação absurda do processo seletivo dando muita credibilidade aos seus papeis. Como foi o envolvimento e a entrega do elenco? Como e quando foi seu primeiro contato com o projeto? 

Rita: Nós tivemos 3 semanas intensas de ensaios, nas quais trabalhamos a imersão dentro da realidade proposta na série. Antes de receber o roteiro do piloto, trabalhamos improvisações tanto das situações do roteiro quanto situações extras que nos deram estofo para a abordagem do roteiro. Eu cheguei na série por teste de elenco. Primeiro fiz um teste no qual eu tinha recebido antes uma cena que mesclava a cena de entrevista da Michele com a da Bruna. O segundo teste foi uma vivência conduzida pelo preparador de elenco da série e também ator Roberto Audio, era um grupo de atrizes, ficamos uma manhã inteira no estúdio fazendo improvisações e por fim cada uma passava por uma cena improvisada de entrevista; eu me senti entrevistada, não tinha um personagem naquele momento. Os três diretores acompanharam toda a vivência que também foi gravada.

S: Foi muito inusitado montar uma série distópica nacional, já que no Brasil esse gênero é muito pouco abordado. Pelos mais de 13.000 likes na página do face podemos ver que ela teve uma ótima aceitação. A repercursão até agora foi dentro das expectativas?
R: No que me permite dizer, a mim superou as expectativas, embora, quando eu li o roteiro, eu não pensei na possibilidade de uma recusa do público, por se tratar justamente de uma abordagem pouco explorada no Brasil e por eu mesma me sentir retrada nessa história.
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S: A ideia apresentada no piloto é bem original e já são tem muitas interpretações sobre o roteiro rolando na internet. Na sua opinião, qual é a principal crítica da série?
R: Pra mim a série cria uma realidade paralela para esteticamente colocar um lente de aumento na situação de pressão que a maioria dos jovens passam no momento em que “devem” escolher, decidir o que querem ser, fazer de suas vidas; essa angústia de encontrar a resposta que será o caminho traçado de suas vidas é extremamente desumana e cada vez mais gera insegurança e infelicidade; a série aborda esse momento em que o jovem deve romper o ninho estando pronto ou não para voar, é a necessidade contemporânea de suprir o tempo natural das coisas, não há mais espaço para os ritos de passagem, por isso o universo da série é hostil.

Filme – Amor a Toda Prova

Crazy, Stupid, Love – 2011 – 118 min – IMDb

Uma comédia muito acima da média, ótimos atores e ainda uma boa mensagem? Coisa rara, com certeza. Mas é o que posso falar de Amor a Toda Prova, assisti com expectativas altas e ele ainda superou todas elas.

Após anos vivendo a rotina de seu casamento, Emily decide pedir o divórcio para Cal, com quem namora desde o colegial, o pai de seus dois filhos. Arrasado  Cal sai espalhando sua depressão pelos bares da cidade quando conhece Jacob, um cara conquistador (e bom, é o Ryan Gosling no papel então não preciso dizer muito mais) que quer ajuda-lo, já que não aguenta mais ver esse homem triste nos bares que frequenta. Esse início em que o Jacob tenta melhorar o visual de “tiozão” do Cal lembra bastante “O Virgem de 40 Anos”, e isso mostra que o Steve Carrel se encaixa muito bem nesse estilo.

A primeira coisa que chamou minha atenção no filme – depois do Ryan Gosling – foi a qualidade do roteiro. A trama vai se desenvolvendo a partir da relação entre as personagens de um jeito engraçado e super bem amarrado, naquele estilo “comédia dos erros”, mas sem virar um grande clichê. Naturalmente, o roteiro não seria nada sem o elenco de peso que o interpreta.

Combinando atores excelentes e famosos com algumas carinhas novas, o filme usa linguagem bem simples para tratar de muitos assuntos complexos e faz isso super bem.Falei muito do Ryan Gosling porque ele é um ator que estou admirando muito ultimamente, mostrando em seus filmes que é muito mais que um rostinho muito bonito, com atuações excelentes e muita personalidade.

Filme – Sete Dias com Marilyn

My Week with Marilyn – 2011 – 99 min - IMDb

Ao contrário do que muitos podem pensar esse filme não nos conta a história de Marilyn Monroe do começo ao fim, porém, tratando de um curto período da vida da atriz consegue revelar muito sobre sua personalidade. O roteiro é adaptado a partir de dois livros de Colin Clark, que passou para o papel um pouco de sua convivencia com a atriz durante a produção do filme O Príncipe Encantado. 

A maior preocupação do roteiro foi mostrar quem era a verdadeira Marilyn, com todas as confusões e todos os vícios de uma mulher mundialmente famosa. Pelos olhos de Colin conseguimos perceber a influência que a atriz exercia sobre todos com sua beleza e seu jeito de ser, e ainda vemos a forma como ela procurava por alguém que a compreendesse. Colin aparecesse justamente quando seu marido, Arthur Miller, resolve voltar para os Estados Unidos após uma briga, deixando ela sozinha na Inglaterra. Há ainda a pressão de Laurence Olivier, um grande astro do cinema que não consegue lidar com as crises de Marilyn e só pensa em terminar as gravações do filme dentro do prazo. Nesse momento de completa insegurança a atriz recorre ao jovem de 24 anos, um mero ajudante do diretor, para viver momentos breves e maravilhosos. Aí reside a essência do filme: a valorização do efêmero e intenso, a beleza das pequenas coisas.

O diretor Simon Curtis não poderia ter escolhido melhor seu elenco. Michelle Williams foi uma Marilyn perfeita, soube interpretar todas as oscilações da estrela, seu modo de ver as relações ao seu redor, sua maneira de viver inconsequente e sua marca registrada: a sensualidade. Até nisso o filme se destaca, pois algumas cenas mostram bem esse lado da atriz, mas em nenhum momento isso fica exagerado ou apelativo. O ator Eddie Redmayne me surpreendeu em seu papel de Colin Clark, soube entrar muito na personagem do jovem tímido, totalmente enfeitiçado pelo charme de Monroe. Não foi a toa que Kenneth Branagh foi indicado ao Oscar por sua atuação como Sir Laurence Olivier, o mais interessante é notar que por trás dos gritos e da aparência durona, há uma enorme admiração por Marilyn e a nostalgia de um grande ator que também já foi jovem e cheio de dúvidas. É legal ver a Emma Watson atuando fora da Hermione também, apesar do papel dela ser pequeno, uma menina que trabalha no figurino, com quem Colin se envolve antes de ser “hipnotizado”.

Enquanto assistia o filme não pude deixar de pensar em outras obras relacionadas com a história. O primeiro livro que veio à minha cabeça por motivos obvios foi A Morte de um Caixeiro-Viajante e outras 4 peças de Arthur Miller que li em uma edição linda da Companhia das Letras, vemos Marilyn brigar com o marido após ler alguns de seus textos, acreditando que ele escrevia sobre ela, por isso é interessante conferir esses seus trabalhos. Também lembrei do livro O Segredo do Chanel n˚5 da Tilar J. Mazzeo (ainda não li mas amei a capa da editora Rocco), só porque, como todos sabem, o perfume era o pijama da atriz.

Filme – A dama de ferro

The Iron Lady (EUA) – 2011 – 105 min – IMDb

Este ano o discurso não foi do rei, mas de Margaret Thatcher, a forte e icônica primeira-ministra britânica responsável por tirar a Grã-Bretanha de sua pior recessão no século. Para representar esta importante mulher, nada mais justo do que a maior atriz da atualidade: Meryl Streep. Apesar de não ser a melhor atuação de sua carreira (esta fica para Sophie’s Choice, 1982), ela está soberba no papel, que inclusive a premiou com seu terceiro Oscar e 17a indicação (um recorde absoluto). Justamente essa força da americana gera uma das principais fraquezas do filme: o fato dele depender completamente dela. Diferentemente de O Discurso do Rei (2010), este não possui fortes coadjuvantes que ajudem na construção da história, e seu roteiro está repletos de lacunas. Os menos informados sobre a história e política inglesas ficarão perdidos e buscando explicações que não encontrarão.

Mesmo com as falhas, o filme ainda consegue ser bom, e por dois fatores: direção e montagem. A primeira é muito precisa nas mãos de Phyllida Lloyd, que havia trabalhado junto com Streep no fraquíssimo Mamma Mia! (2008), mas que ainda é uma das poucas diretoras mulheres com espaço em Hollywood. Quanto à montagem, ela não é nada menos do que incrível, responsável por cenas maravilhosas intercalando três diferentes fases da vida de Thatcher e por momentos marcantes e surreais, conseguindo por vezes trazer rasas lembranças de Ellen Burstyn e seu Requiem para um Sonho (2000).Enfim, podem dizer que o filme foi apenas um meio de Streep conquistar mais uma vez a Academia, mas não é cabível dizer que o filme é ruim por isso.

Por Vitor Ballaben

 A vitória do Oscar de melhor maquiagem foi também merecida, foi notavel o trabalho de transformar Meryl em Thatcher  e retratar seu envelhecimento ao longo dos anos. 

Julgando pela capa #1

Se tem uma coisa que amo fazer é ficar passeando por livrarias e sebos para ver se algum livro me atrai e para isso o mais importante é que ele tenha uma capa interessante. A capa e o título para mim são determinantes, principalmente se não conheço o trabalho do autor em questão, porque não sou muito fã de ler sinopses. Vou mostrar aqui algumas capas que chamaram minha atenção nas últimas idas à livraria.

Roberto Bolaño – Cia. das Letras

Achei as capas muito bonitas e originais, principalmente por não apresentar texto na contracapa. Estou conhecendo um pouco sobre o estilo do autor lendo “O Terceiro Reich”. Pretendo me aprofundar mais em suas obras lendo “2666″ e “Detetives Selvagens”, livros altamente recomendados. Vale ainda conferir essa matéria do blog da Companhia das letras: Gostamos tanto de Bolaño

Clássicos da Penguin Companhia

Essa coleção não é exatamente um exemplo de qualidade de material, já que li Orgulho e Preconceito nessa edição e a capa está eternamente torta por ser muito fina. Mas isso não vem ao caso, eu gosto muito desse estilo clássico da Penguin e fiquei feliz de ver ele reproduzido nessa coleção. As capas estrangeiras da Penguin são ainda mais inovadoras, se encontrar alguma bacana coloco em um post futuro.

 Rubem Fonseca – Editora Agir

Adicionando um pouco de literatura nacional à lista dou destaque aos livros do Rubem Fonseca. Li Agosto ano passado para a escola, mas gostei muito, é um romance noir que mistura ficção e história retratando os últimos dias de vida de Getúlio Vargas. O material utilizado é de ótima qualidade também e essas capas abaixo despertaram minha curiosidade.

Esses são só algumas das capas que chamaram minha atenção durante minhas últimas expedições de horas na livraria sem comprar nada (é, tenho essa mania). Estou determinando as colunas do blog e essa com certeza aparecerá mais vezes. Sugestões também são sempre muito bem vindas.

Livro e Filme – O Leitor

Der vorleser (Alemanha) – Bernhard Schlink

240 páginas – Editora Record – 2009

Comecei O Leitor sem saber o que esperar, comprei por impulso em um daqueles momentos que entramos na livraria sabendo que vamos levar algum livro, sem saber qual. A capa chamou minha atenção por reproduzir o poster do filme sem apelar para um tom muito comercial, ela é clean e reflete a atmosfera do interior do livro.

Em uma Alemanha devastada pós Segunda Guerra acompanhamos o caso amoroso do adolescente Michael Berg com Hanna, uma mulher 20 anos mais velha. Baseado em encontros no apartamento da mulher, o relacionamento dos dois é todo envolto em mistério. Como um ritual Michael visita a amante, toma banho com ela e depois lê em voz alta trechos de livros. O garoto descobre o sexo, se apaixona e abre mão de sua rotina normal de adolescente para passar cada vez mais tempo com Hanna, por isso é possível imaginar a dor de Michael quando a mulher some de um dia para o outro, sem deixar rastros. Esse início segue em ritmo rápido, refletindo o caso efêmero dos amantes.

Após o rompimento o ritmo desacelera completamente. Acompanhamos todos os esforços de Michael para saber do paradeiro de Hanna, enquanto tenta se adaptar novamente à vida natural de um adolescente. Essa parte pode ser um pouco cansativa devido à falta de acontecimentos e a ideia fixa do garoto que, por mais que tente, não consegue esquecer seu primeiro amor. Porém vale a pena se esforçar para passar junto com o personagem por essa fase complicada, porque o enredo guarda reviravoltas surpreendentes.

Michael reencontra Hanna, mas de um jeito muito diferente do imaginado: ele como aluno de Direito assiste julgamentos dos envolvidas com as atrocidades dos campos de concentração nazistas, enquanto ela está no banco dos réus! As dúvidas invadem a mente do jovem que passa a ter discussões acirradas com seus colegas de classe, são muitas as reflexões e os temas desenvolvidos nas aulas e conseguimos entender um pouco da confusão de quem não viveu na guerra, mas ainda precisa lidar com ela. Como assistir aos julgamentos sem intervir? Como aceitar que o primeiro amor de sua vida pode ser culpado? Como se esconder do próprio passado? Essas são algumas das dúvidas de Michael, que desde os 15 anos tem que lidar com os segredos que formam sua vida.

Filme. The Reader – 2008 – 124 min - IMDb

O filme consegue reproduzir fielmente toda a atmosfera do livro, não suaviza emoções e deixa a história ainda mais interessante. Para passar com tanta perfeição as emoções do papel para a tela o direito Stephen Daldry (Tão forte e tão perto) fez escolhas ótimas para o elenco. David Kross (Cavalo de Guerra) interpreta bem o Michael jovem, feliz com as novas descobertas e depois cheio de dúvidas. Ralph Fiennes mantêm a qualidade de atuação na fase adulta, apresentando um homem angustiado devido aos segredos que guardou por toda a vida. Kate Winslet é o grande destaque do filme, com a responsabilidade de ser o elo principal de todo enredo ela consegue passar emoção na medida certa, tanto que sua atuação como Hanna lhe rendeu  um merecido Oscar de melhor atriz. O filme contou com mais 4 indicações ao Oscar de 2009, entre elas melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro adaptado, perdendo em todas elas para Quem quer ser um milíonário?, o grande campeão daquele ano.

Filme – O Preço do Amanhã

In Time (EUA) - 2011 – 109 min – IMDb

O preço do amanhã é desses filmes que te deixa muito curioso depois de ler uma sinopse e saber do que se trata. Essa expectativa é muito bem correspondida na primeira meia hora, depois a coisa desanda, vou explicar porque.

Em um futuro distópico as pessoas param de envelhecer com 25 anos, a partir dessa idade todos ganham mais um ano de vida e um marcador no braço de cada uma começa a funcionar com uma simpática contagem regressiva. O tempo é a moeda desse universo, por exemplo: para tomar um simples cafézinho pela manhã você precisa abrir mão de 4 minutos de vida. Como em toda boa distopia esse sistema é dividido em distritos, de acordo com a classe social dos habitantes, de modo que muitos vivem contando os segundos para sobreviver, enquanto outros colecionam séculos em seus marcadores.

Acompanhamos a vida de Will Salas (Justin Timberlake), um morador do último distrito que por segundos não consegue salvar sua mãe da morte. Will tem a sorte de encontrar e salvar a vida de Henry Hamilton (Matt Bomer), um imortal do primeiro distrito com um século no marcador que, já cansado após viver 105 anos, resolve passar todo seu tempo para o jovem. Henry explica a Will como o sistema funciona, o conceito de que ”Para que alguns sejam imortais muitos precisam morrer”.

Com os dígitos de seu marcador multiplicados Salas atravessa todas as fronteiras até o primeiro distrito em busca de vingança, com o objetivo de desestruturar todo o sistema. Will passa a ser perseguindo por um time keeper, um agente responsável por manter a hierarquia dos distritos, e com isso passa a fazer tudo mais rápido, sem medir consequencias ou planejar seus atos. A coisa ainda piora quando ele sequestra Sylvia (Amanda Seyfried), a filha de um poderoso, e ela acaba virando sua cúmplice na fuga (a capacidade dela de correr por todos os distritos sem descer do salto alto é de invejar qualquer mulher por ai). Claro que tudo isso quer passar a ideia de viver um dia como se fosse o último, aproveitar cada momento e ainda criticar os ricos, que praticamente não vivem dentro de suas paranoias de segurança.

Tudo parece improvisado no filme, as explicações são fracas ou inexistentes e falta química entre Justin e Amanda, que interpretam bem os papeis de jovens revoltados, mas não passam credibilidade quanto aos seus objetivos. O destaque fica com os coadjuvantes como Cillian Murphy, que interpreta o time keeper, com certeza o personagem com mais personalidade, o único que sabe o que quer e entende bem como o sistema funciona.

De modo geral a história é interessante e consegue prender nossa atenção em muitos momentos. É triste ver uma ideia interessante sendo desperdiçada em um roteiro mal elaborado (o que ao meu ver acontece muito em distopias), mas ainda assim vale a pena assistir sem elevar muito as expectativas.