Filme – Cavalo de Guerra

Título original: War Horse

Ano: 2011

Duração: 146 min

Sinopse: Ted Narracot (Peter Mullan) é um camponês destemido e ex-herói de guerra. Com problemas de saúde e bebedeiras, batalha junto com a esposa Rose (Emily Watson) e o filho Albert (Jeremy Irvine) para sobreviver numa fazenda alugada, propriedade de um milionário sem escrúpulos (David Tewlis). Cansado da arrogância do senhorio, decide enfrentá-lo em um leilão e acaba comprando um cavalo inadequado para os serviços de aragem nas suas terras. O que ele não sabia era que seu filho estabeleceria com o animal um conexão jamais imaginada. Batizado de Joey pelo jovem, os dois começam seus treinamentos e desenvolvem aptidões, mas a 1ª Guerra Mundial chegou e a cavalaria britânica o leva embora, sem que Albert possa se alistar por não ter idade suficiente. Já nos campos de batalha e durante anos, Joey mostra toda a sua força e determinação, passando por diversas situações de perigo e donos diferentes, mas o destino reservava para ele um final surpreendente. (Adoro cinema)

Pessoalmente, não consigo comparar com a mesma visão os dois tipos de filmes que Spielberg dirige: os blockbusters e os menos mainstream voltados para a arte. Não é preciso frisar a qualidade e sucesso de seus eternos grandiosos, desde E.T.:The Extra-Terrestrial (1982) à Jurassic Park (1993). Porém, a segunda categoria, ainda que tenha bons exemplares, como Schindler’s List (1993) e The Color Purple (1985), não consegue me atrair de uma forma convincente em sua grande maioria, como em Amistad (1997) e Munique (2005).

Este seu filme mais recente, obviamente, faz parte da segunda metade, e felizmente, é uma exceção. A parte técnica continua sendo muito forte (fotografia impecável, ótimos figurino e direção de arte), mas a história em si também é muito bela, recheada de carga emocional e sendo capaz de despertar o interesse e identificação necessários. A direção de Spielberg é (sempre) boa e precisa, quanto às atuações, o jovem Jeremy Irivine não deixa a desejar, e os experientes David Thewlis e Emily Watson acrescentam a seriedade indispensável. Por fim, mas não com menor importância, temos novamente a presença de uma das maiores e mais bem sucedidas parcerias da história do cinema: John Williams e Spielberg. Como sempre, a trilha é muito forte e repleta de carga emocional, inclusive resultando na 47ª indicação ao Oscar para o maestro, que fica apenas atrás de Walt Disney nesta corrida. Espero que a dupla ainda faça filmes por muitos anos.

(A crítica foi escrita pelo Vitor Ballaben. Ainda não vi o filme já que ele é uma adaptação e eu tento sempre ler o livro antes. Tento!) 

Trailer

About these ads

Uma resposta

  1. Pingback: Livro e Filme – O Leitor | sassaricadas

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

Você está comentando usando sua conta WordPress.com. Sair / Mudar )

Imagem do Twitter

Você está comentando usando sua conta Twitter. Sair / Mudar )

Foto do Facebook

Você está comentando usando sua conta Facebook. Sair / Mudar )

Conectando a %s